Cidades brasileiras com altos índices de anomalias em bebês. A causa : Agrotóxicos !

Altos índices de câncer e anomalias em bebês

Cidades brasileiras com altos índices de câncer e anomalias em bebês. A causa : Agrotóxicos !

Pela primeira vez o Ibama reuniu os dados de auditorias em registros de comercialização dos agrotóxicos no Brasil, que são fornecidos pelos próprios fabricantes. Nos últimos anos foram encontradas 200 informações falsas.

 

Cidades brasileiras com altos índices de câncer e anomalias em bebês. A causa Agrotóxicos
Cidades brasileiras com altos índices de câncer e anomalias em bebês. A causa Agrotóxicos

 

 

 

 

“A minha filha tinha doze, na mesma época eu perdi um priminho de cinco anos, um tio… Só da minha família! Assusta porque nós temos os casos, mas nós podemos ter muitos outros, né?”

Números que assustam até os políticos responsáveis por cuidar da saúde da população.

“Eu tô surpreso com essas informações, essas coisas que você tá passando, pra você ter uma ideia, não é uma coisa nem questionada.”

E a revolta dos defensores públicos.

“É uma questão de saúde pública. Nós estamos enfrentando um genocídio da nossa infância.”

Cidades brasileiras com altos índices de câncer e anomalias em bebês. A causa Agrotóxicos
Cidades brasileiras com altos índices de câncer e anomalias em bebês. A causa Agrotóxicos

A CBN apresentou a série de reportagens: “Agrotóxicos, Perigo Invisível”, em que revelaram a situação de cidades de intensa atividade agrícola, onde os cidadãos enfrentam problemas de saúde listados como efeito do uso de agrotóxicos. Em algumas delas, a prevalência de mortes por câncer e anomalias em bebês é maior que o triplo da média estadual.

 

Cidades brasileiras com altos índices de câncer e anomalias em bebês. A causa Agrotóxicos
Cidades brasileiras com altos índices de câncer e anomalias em bebês. A causa Agrotóxicos

Com base nos números, o Ministério Público Estadual de São Paulo estuda abrir um inquérito. A região de Ribeirão Preto é uma das mais afetadas pelos altos índices. A promotora Cláudia Habib já acompanha o problema na região há anos e agora planeja uma nova frente de investigação.

“Agrotóxicos envolvem vários setores: a empresa que faz uso dele, a empresa que eventualmente fabrica, a propriedade que recebe, o proprietário que está fazendo o uso, onde os trabalhadores estão ali empregados. Precisa ser analisado para verificar a quem cabe essa responsabilidade. ‘Todos estão sujeitos a algum tipo de penalidade?’. Dependendo da conduta de cada qual, certamente”, explica Habib.

De 2000 para 2013, a prevalência de anomalias em bebês em todo estado de São Paulo dobrou. De seis a cada mil bebês nascidos com o problema, passaram a ser 12 a cada mil. No mesmo período a utilização de agrotóxicos no estado quase dobrou, passou de 41 mil toneladas utilizadas por ano para 74 mil.

A força-tarefa montada pelo defensor público Marcelo Novaes, acredita que o crescimento paralelo não é mera coincidência.

Eles já mandaram ofícios para as 645 prefeituras de todo estado de São Paulo pedindo informações sobre pacientes com câncer. O próximo passo é pedir análises da água e exames toxicológicos nas cidades mais afetadas.

“Vamos oficiar a Secretaria de Saúde para que ela faça exames na água desses municípios, nos pontos de consumo. Sem descartar a possibilidade de avançarmos para a realização de uma bateria de exames toxicológico na população, no leite materno, no sangue das pessoas. Temos que investigar”, diz Novaes.

Mas as investigações dos impactos dos agrotóxicos na saúde têm enfrentado um grande obstáculo: as informações falsas. Nos últimos anos, o Ibama encontrou 200 dados falsos entre o que foi informado pelas empresas. Pela primeira vez, o resultado das auditorias foi reunido em um sistema digital e 27 empresas foram advertidas em 2015, o que acarreta no impedimento da comercialização de certos produtos.

Cidades brasileiras com altos índices de câncer e anomalias em bebês. A causa Agrotóxicos
Cidades brasileiras com altos índices de câncer e anomalias em bebês. A causa Agrotóxicos

Ainda assim, o Diretor de Qualidade do Ibama, Márcio Rosa Rodrigues de Freitas, não vê conflito de interesses no fornecimento dos dados pela própria indústria, embora considere as informações falsas um fato grave.

“É grave, mas nós temos esse controle. Essa situação de descumprimento, de desconformidade, ela acontece no mundo inteiro. Nós temos que ter instrumentos para controlar isso”, explica Freitas.

Especialistas ouvidos pela CBN apontaram prováveis soluções para os problemas relacionados aos agrotóxicos no país. Uma das ideias mais populares é o aumento da rastreabilidade das frutas e hortaliças. Na opinião de Anita Gutierrez, da Seção de Controle de Qualidade Hortigranjeira do Ceagesp, maior entreposto de alimentos da América Latina, a proposta aumentaria o vínculo entre produtor e consumidor.

“A gente investe um monte em rotulagem, o produtor colocar o seu nome na caixa do produto que vem aqui. E isso muda tudo. Logo que nós começamos a fazer isso, a primeira grande questão que foi levantada foi isso: mas eu sei que eu estou aplicando um agrotóxico não registrado pro meu produto. E aí? Mas eu tenho que colocar meu nome lá. Então muda a postura do produtor em relação à sua responsabilidade para aquele produto”, diz Gutierrez.

A reportagem da CBN entrou em contato com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal, que reúne os fabricantes de agrotóxicos, mas eles não quiseram se manifestar sobre os dados falsos. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Saúde Estadual de São Paulo disse que não há comprovação científica entre os altos índices e o uso de agrotóxicos. Eles decidiram não se pronunciar.

Créditos : Pedro Durão – repórter da CBN

Assine este abaixo-assinado!

Instalada Comissão Especial para acelerar a liberação de mais agrotóxicos no Brasil !

O projeto 3200/2015 – do Deputado Ruralista Covatti Filho , além da mudança de nome para fitossanitário , caso seja aprovado, irá retirar atribuições do IBAMA (meio ambiente), da ANVISA (saúde) e dos órgãos estaduais de fiscalização, centralizando todas as ações e tomadas de decisão sobre os agrotóxicos no Brasil  pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O MAPA , ancorado na política do agronegócio, é um dos maiores apoiadores dentro deste “lucrativo” mercado de agrotóxicos. Utiliza fortes políticas de subvenção, praticando incentivos fiscais que chegam na casa dos 100% em certos estados. E por conta de termos atualmente 70% dos alimentos contaminados por venenos proibidos em outros países, o Mapa por sua vez ; vem trilhando um faturamento por volta de 12 bilhões de dólares/ano!

O projeto também apresenta muitas falhas e abre um precedente para gerar “empregos de cabide” , sem concurso público e poderá permitir a prática de nepotismo.

A alteração também confundirá a distinção entre as substâncias utilizadas nas culturas orgânicas e não orgânicas.

A nova denominação não exigirá o registro de herbicidas, como o 2,4D, o paraquat e o glifosato, os mais consumidos no Brasil, já que estes não pertencem ao conceito de defensivos fitossanitários previsto no projeto de lei. No entanto, pesquisas já apontaram a forte relação entre esses agrotóxicos e a incidência de câncer.

Precisamos da sua participação neste abaixo-assinado . Por favor, assine – compartilhe com seus amigos e grupos nas redes sociais!

 

 

 

6 comentários em “Cidades brasileiras com altos índices de anomalias em bebês. A causa : Agrotóxicos !

  • 28 de julho de 2016 em 2:22 PM
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    NÃO AOS AGROTÓXICOS! A população precisa ter acesso a essa informação! É um direito do povo.

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    • 30 de julho de 2016 em 10:35 AM
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      infelizmente esta é a pura verdade, todos nós estamos sendo envenenados diariamente, na qualidade da água que bebemos, no ar que respiramos e no pão nosso de cada dia. Tudo em nome do lucro e da sanha da economia capitalista, que faz dos agrótoxicos ou em nossa linguagem veneno agrícola, um grande negocio para aumentar seus lucros. Consequentemente os efeitos na vida da população são devastadores, como podemos ver nesta reportagem trazendo à tona deformações irreversíveis no corpo das nossas crianças, bem como doenças cronicas diversas e morte !

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  • 29 de julho de 2016 em 5:13 PM
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    Perigo Invisível, lento e Implacável.

    Economizamos no alimento “no mais barato” na feira Tradicinal com agrotóxicos e Gastamos nos Consultórios Médicos e Hospitais

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  • 29 de julho de 2016 em 11:09 PM
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    O direito à saúde e ao meio ambiente protegido estão da Constituição Brasileira ,o descumprimento pelas autoridades ,é crime e precisa ser punido.

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  • Pingback: Microcefalia no Brasil. Será Zika? - Nosso Foco

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