Pioneiro no comércio de orgânicos no Espírito Santo

Pioneiro no comércio de orgânicos no Espírito Santo. A Só Orgânicos, loja especializada no gênero localizada no Hortomercado, na Enseada do Suá, Vitória. 

 

 “As frutas são o melhor exemplo

de como foi lento esse trabalho

de conquista da confiança

do consumidor. “

A mulher de meia idade, cabelos ruivos e um elegante lenço ao pescoço passeia os olhos pela banca de frutas. “Essa é orgânica mesmo?”, pergunta, a maçã na mão, Marcus.

Trabalhar com produtos orgânicos ainda hoje é um rito cotidiano e paciente de romper um véu de desconfiança. Pioneiro no Espírito Santo no comércio de produtos orgânicos, ele encara cada dúvida com um orgulho alegre e diligente, rompendo esse véu que, a bem da verdade, já foi longo e espesso. 

 

Pioneiro no comércio de orgânicos no Espírito Santo
Marcus Teixeira – Fundador da SÓ ORGÂNICOS – em VITÓRIA/ES

Não é mais por obra e arte do próprio, que há seis anos comanda a Só Orgânicos, loja especializada no gênero localizada no Hortomercado, na Enseada do Suá, Vitória. As frutas são o melhor exemplo de como foi lento esse trabalho de conquista da confiança do consumidor. “Quando comecei a trazer fruta, trazia embalada, para não dar margem do consumidor ser enganado”, explica Marcus. 

 

O selo de certificação orgânica visível na embalagem garantia credibilidade ao produto e a confiança de um consumidor até então habituado a ver frutas como a maçã apenas nas prateleiras dos supermercados convencionais.

 

 

Maçã orgânica parecia lenda, hoje, dispensa a embalagem e, entre grãos, sucos, leites, chás, temperos e cosméticos, as frutas viraram as meninas dos olhos da Só Orgânicos. A lenda virou realidade.

 

 

A Só Orgânicos guarda

uma história exemplar

de altos e baixos,

vontade de desistir

e estímulo para prosseguir!

 

A expansão da loja, inaugurada em agosto de 2016, é menos reflexo da luminosa projeção de crescimento de 30% do mercado de orgânicos em 2016, como prevê Marcus, do que fruto de um espírito de empreendedorismo e perseverança. A rigor, essa expansão começou 16 anos atrás, quando Marcus penava como representante para vender apenas arroz e açúcar para grandes redes varejistas. 

 

Folheava ao acaso uma edição da revista Exame, da qual era assinante, quando se deparou com uma matéria sobre orgânicos. 

 

Leu e gostou do que leu. A matéria tinha entre seus personagens representantes da Native e Volkmann, hoje duas grandes empresas de alimentos orgânicos  :

A Native tem o açúcar 

 

a Volkmann, o arroz biodinâmico

Marcus nunca tinha ouvido falar em orgânico; desconhecia por completo o mercado capixaba no segmento. Via, ali, apenas uma oportunidade de renda. Ainda assim, arriscou: pegou o telefone e fez contatos com ambas. O que poderia fazer para vender os produtos? A Native propôs a representação e a Volkmann, a distribuição. Aceitou. “Está no meu espírito aceitar desafios, né?”, diz, rindo.

 

Um desafio e tanto. Mas passou praticamente um ano tentando vender açúcar e arroz orgânicos para as grandes redes varejistas; rodou o estado de norte a sul em vão.

Motivo: a ignorância.

 

Enfrentou gerentes que nunca tinham ouvido falar em orgânicos e, aí, lá ia Marcus romper o véu da desconfiança, explicando que alimentos orgânicos eram produzidos sem agrotóxicos ou qualquer outro tipo de aditivos químicos.

“Um não acreditava.

O outro falava que

era coisa de bicho-grilo”, lembra. 

Marcus cometera um erro que, desditosamente, reconheceria tarde demais: achar que conhecer pessoalmente os donos das grandes redes de supermercado seria uma espécie de chave-mestra. Foi um ano de dedicação absoluta. Marcus ainda não abandonara a venda de anúncios: cuidava de uma pela manhã e de outra pela tarde. Em vão. Estava quase desistindo, tão fraca era a demanda. Aí, então, conheceu a feira de orgânicos do Barro Vermelho, a primeira do gênero na Grande Vitória, realizada aos sábados pela manhã.

 

 

A feira naquele ano de 2002 registrava poucos meses de vida. Engatinhava. “Era bem fraca, com alguns produtores já pensando em desistir”, lembra. Marcus conheceu um produtor e manifestou interesse em montar uma barraca ali. “O que você tem?”, perguntou o homem. “Açúcar, arroz e suco de laranja”, respondeu Marcus. O produtor gostou do que ouviu e prometeu que abriria um espaço ao lado da barraca dele partir do sábado seguinte. Seu nome era Waldemar Flegler, um dos pioneiros da produção orgânica em Santa Maria de Jetibá, região serrana do estado.

 

 

 

A história de Marcus

com a feira, no entanto,

durou apenas seis meses. 

Saiu da feira e montou uma arguta estratégia para entrar nos supermercados: como já havia formado uma clientela na feira, pedia, especialmente às donas de casa, que questionasse os supermercados do porquê de não venderem orgânicos.

 

Demorou, mas funcionou. Aos poucos, os produtos ganharam as prateleiras dos supermercados. Nessa época, Marcus já estava seduzido pela dinâmica comercial do mercado orgânico.

 

“Tem que ser justo para todos “

Instagram – SÓ ORGÂNICOS

Sempre ouvi isso e preguei isso. Afinal de contas, você tem que ter lucro financeiro e deixar um ativo para a sociedade, e não um passivo para o meio ambiente. Você só explora o ambiente e não dá nada em troca?”, pondera.

 

Mas o lucro não vinha. Marcus já tinha montado sua primeira loja, com o mesmo nome, em Santa Lúcia.

 

Ceder produtos em bonificação

para as grandes redes

significou cavar a própria cova.

 

“Quando fui ver, um buraco embaixo. Uma conta enorme para pagar, sem nada para receber e sem estoque em casa”, diz. Não deu outra: quebrou, sem mercadoria, devendo a fornecedor e a supermercados, que cobravam pelos produtos não vendidos. Pegou um empréstimo com um irmão vendeu o carro e negociou as dívidas com os fornecedores.

A Native o encorajou: não desistiria

de seu primeiro representante

fora do eixo Rio-São Paulo.

  

Preferiu fechar a loja e diminuir a compra com fornecedores. Levou um ano para se reerguer. 

 Uma nova chance viria em 2010. Já membro da CPOrg (Comissões de Produção Orgânica), onde gerenciou  a promoção de produtos orgânicos no Hortomercado. O evento teve grande sucesso  e gerente do espaço ofereceu uma loja para Marcus.

Lembrou, então, de uma antiga cliente da feira que se dispusera a manter de pé a loja de Santa Lúcia. 

                               

Propôs uma sociedade: ela montava a loja e ele entrava com os produtos. Montou planilhas de projeção de vendas, planilhas de custos e perguntou: se com 12 meses a loja não atingir o valor fixado, tem que vender ou fechar. Topa? Ela topou. Acreditava muito no negócio. 

 

Em agosto, abriu a Só Orgânicos no Hortomercado. Em dezembro, recebeu o primeiro bom sinal em uma década de labuta: a loja se pagou. Com o país em bom momento econômico, Marcus com significativa experiência no segmento orgânico e o comércio do setor começando a ganhar musculatura no estado, o futuro prometia ser luminoso. “O mercado orgânico não cresce mais por falta de produtor. O consumidor demanda muito”, diz, sobre o momento atual. 

 

Hoje um profundo conhecedor do segmento, reunindo na loja as principais marcas orgânicas do país :

Ecobio,

Volkmann,

Vitalin,

Native,

Viapax,

Mãe Terra,

biO2 Organic,

entre outras,

 

 

Ele identifica uma mudança fundamental no perfil do consumidor.

“Era esse aqui”, diz se referindo a  Marco Ortiz, fundador do Restaurante Sol da Terra, outro pioneiro em alimentação orgânica no estado, que acabara de deixar a loja. “Era o naturebão, cabeça aberta, que conhece o que quer e paga pelo que quer”, diz.

 

Com a expansão das feiras orgânicas na Grande Vitória, esse perfil médio mudou. Hoje, se transformou mais uma vez: o perfil do consumidor de orgânicos dilatou-se em termos socioeconômicos. Mas, ainda assim, há um perfil recorrente: casal jovem, de 22 a 30 anos, com filho pequeno , finaliza.

 

A Só Orgânicos foi criada em 2001 com uma proposta diferenciada: oferecer alimentos de qualidade, orgânicos e saudáveis.

Com aumento da demanda onde cada vez mais consumidores estão interessados em alimentos que unam saúde e preservação do meio ambiente, buscamos sempre novidades no setor de orgânicos e naturais, como produtos de higiene pessoal, materiais de limpeza, além de produtos para pessoas com restrição alimentar.

Para maior praticidade e conforto, você pode fazer suas compras através do site e também se cadastrar no Clube de Compras e ter preços diferenciados em todos os produtos ofertados.

Conheça também a loja física da Só Orgânicos!

Hortomercado da Praia do Suá 

Rua Licínio dos Santos Conte, 51, lojas 1 e 2,

Enseada do Suá – Vitória-ES.

Telefone  – 27 – 3324-3392

Por  Henrique Alves do Século Diário

Reedição  e Imagens 

GikaBiloBa

 

 

 

vitrine organica brasil
      Vitrine Orgânica Brasil –  Nosso Foco

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *